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Holanda: Novo executivo dependente da extrema-direita

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Holanda: Novo executivo dependente da extrema-direita

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Os Democratas-cristãos holandeses aceitaram formar uma coligação minoritária com os liberais, recorrendo ao apoio da extrema-direita. O voto aconteceu num congresso extraordinário em Arhem, no leste do país, este sábado.

Uma maioria aceitou o acordo, mas não sem uma acesa discórdia. Alguns criticam que se fique refém de um partido anti-Islão, o Partido da Liberdade (PVV) de Geert Wilders.

No final, o líder do CDA (Apelo Democrata- Cristão) e ex-ministro dos Negócios estrangeiros Maxime Verhagen justificou a colaboração com a extrema-direita como uma forma de dar voz ao milhão e meio de pessoas que votaram nesse partido.

Mas a verdade é que Verhagen precisava do apoio parlamentar de Wilders para poder formar um governo minoritário com os vencedores das eleições legislativas de 9 de Junho, os liberais conservadores do VVD, liderados por Mark Rutte.

Mark Rutte deverá ocupar o posto de primeiro-ministro e Maxime Verhagen o de vice-primeiro-ministro. Além disso, será o primeiro governo minoritário na Holanda desde 1939.

Com esta aliança, apoiada por Wilders, a Holanda poderá vir a proibir a burka e a retirar a nacionalidade holandesa aos imigrantes que cometem crimes graves.

Esta segunda-feira, Geert Wilders começa a ser julgado por incitamento ao ódio racial e discriminação contra os muçulmanos.