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Cimeira Europa-Ásia: China defende estabilidade das moedas fortes

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Cimeira Europa-Ásia: China defende estabilidade das moedas fortes

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A China deitou um balde de água fria sobre os europeus, na abertura da cimeira Europa-ASEM, em Bruxelas. “As moedas fortes devem manter-se estáveis” foi a resposta de Pequim às pressões europeias para deixar valorizar o Yuan.

A questão não estava sequer na agenda do encontro, mas já se esperava que o assunto fosse abordado, tendo em conta a sua influência no comércio, o grande tema em cima da mesa em Bruxelas.

Este ano a cimeira Europa-ASEM acolheu três novos membros: Austrália, Nova Zelândia e Rússia. No total, são 46 países europeus e asiáticos, que representam metade do PIB mundial e 60 quer da população quer do comércio planetário.

A cada dois anos, a Europa tem a oportunidade de falar com toda a Ásia e agora a Oceânia, procurando reforçar o poder na região, como defendeu o primeiro-ministro da Malásia, Najib Tun Razak, ao microfone da euronews: “É um facto que a União Europeia não tem uma iniciativa estratégica nessa parte do mundo. Mas a Europa pode desempenhar um grande papel porque pode aprofundar as ligações comerciais e económicas com a nossa região”.

As ligações comerciais são de facto a estratégia europeia, mas a União denuncia a sub-avaliação das moedas asiáticas, e do Yuan chinês em primeiro lugar, como um obsctáculo às suas exportações. Pequim, por seu lado, denuncia o proteccionismo comercial europeu.