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Gilles de Kerchove analisa a ameaça terrorista no seio da Europa

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Gilles de Kerchove analisa a ameaça terrorista no seio da Europa

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A Alemanha não confirma a morte de alemães nos ataques aéreos no Paquistão, mas a Europa leva a sério a ameaça terrorista. Quinta-feira, os ministros europeus do Interior vão abordar a questão com um alto responsável americano.

Várias fontes dizem que os terroristas já estão na Europa ou são cidadãos europeus. Uma ameaça que preocupa há muito tempo Gilles de Kerchove.

Neste contexto, a euronews ouviu o coordenador europeu de luta contra o terrorismo: “Estamos confrontados ao desejo, no seio da Al-Qaeda, de realizar um ataque forte, porque os terroristas estão sob a pressão da coligação no Afeganistão, dos ataques de aviões-espiões e, por isso, procuram uma espécie de benefício mediático tentando levar a cabo um atentado de grande amplitude. Mas o que mais nos preocupa são os movimentos radicais oriundos da Europa ou dos Estados Unidos, pessoas que nasceram no nosso território ou que têm o passaporte de um Estado membro, que podem, por isso, passar, facilmente, despercebidas à polícia e aos serviços secretos. Deslocam-se a zonas de Jihad: Afeganistão, Paquistão, Somália, onde actua o grupo al-Shabaab, ou mesmo ao Iémen, onde vimos uma tentativa de atentado em Dezembro do ano passado, ou à África subsariana. Mas como os radicais viajam podem deslocar-se facilmente de país em país e a ameaça é mais difusa e complexa”.

Gilles de Kerchove acrescenta: “A ameaça transforma-se, está muito mais difusa, é mais complexa e é necessário aperfeiçoar as técnicas de recolha de informações. Assinámos um acordo com os americanos sobre o sistema de vigilância das transacções financeiras. Agora coloca-se a questão de saber se a Europa não deveria adoptar um sistema europeu de recolha de dados dos passageiros. Isso levanta outras questões ligadas à privacidade e o Parlamento Europeu preocupa-se muito. Mas, como responsável, estimo, tal como vários responsáveis nacionais, que esta nova forma de ameaça requer novos instrumentos. O Passanger Name record, o sistema de recolha de dados sobre as viagens dos passageiros, é um dos novos instrumentos que devemos adoptar para tentar seguir as deslocações dos radicais”.