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Cameron justifica corte de abonos familiares

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Cameron justifica corte de abonos familiares

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Cortar o abono às famílias mais ricas é uma medida justa para o primeiro-ministro britânico. Mas a polémica está instaurada no Reino Unido.

A partir de 2013, o abono deixará de ser atribuído a famílias com mais de 44 mil libras anuais (51 mil euros), ou seja, a 15% dos agregados familiares, entre eles, o de Ruth Doherty que diz: “Acho que é uma vergonha o que está a acontecer. É bom receber este dinheiro para assegurar o mês enquanto não tenho trabalho. Por isso, acho muito triste”

Jornalista: A sua amiga mantém o benefício e você perde-o. Sente que isso é injusto?

Ruth Doherty: “Parece-me um pouco injusto porque estamos as duas, basicamente, na mesma situação”.

O governo acaba com prestações sociais familiares universais, atribuídas desde os anos quarenta, no quadro da reforma radical do Estado Providência, anunciada em Junho. Com o corte dos abonos, Londres vai poupar mil milhões de libras anuais, uma gota de água em comparação com os 150 mil milhões de libras do défice britânico.

David Cameron tentou acalmar a polémica, no cngresso do Partido em Birmingham. Garante que
o plano de austeridade não será fácil, mas é justo, disse o chefe do governo: “Não estou a dizer que será fácil, como vimos esta semana com os abonos. Mas é justo que os que têm ombros mais largos suportem um peso maior”.

Apesar dos aplausos, David Cameron sabe que as próximas semanas serão difíceis. As sondagens já não lhe são favoráveis e ainda não foram anunciadas todas as medidas do plano de austeridade.