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China recusa valorizar yuan para evitar desastre na economia mundial

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China recusa valorizar yuan para evitar desastre na economia mundial

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A Cimeira entre a União Europeia e a China teve os seus momentos de crispação, esta quarta-feira.

Pequim recusou o pedido dos diplomatas da União Europeia para valorizar a moeda nacional, o Yuan com o objectivo de reduzir os desequilíbrios comerciais com a Europa.

O primeiro ministro chinês, Wen Jiabao, justificou que rever a cotação da moeda poderia provocar uma crise no gigante asiático com a perda de milhares de empregos e um desastre para a economia mundial.

“A União Europeia não tem uma parceria estratégica com a China, como têm os EUA. Os chineses consideram o mercado europeu competitivo, mas não é algo importante politicamente”, disse um especialista do Centro de Estudos de Política Europeia.

A apreciação do yuan é uma exigência tanto dos Estados Unidos como da Europa, que consideram que uma moeda baixa favorece as exportações chinesas e que penaliza os produtos americanos e europeus.

O jornalista da euronews, Sergio Cantone, esteve no encontro e resumiu o dia.

“A cimeira entre a União Europeia e a China, em Bruxelas, esta quarta-feira, foi particularmente difícil Os chineses recusaram, totalmente, a tentativa dos diplomatas europeus para valorizar a moeda nacional, o Yuan. Um facto curioso, foi também não ter existido a habitual conferência de imprensa realizada pelas duas delegações. Fontes oficiais do Conselho dizem que teve a ver com a apertada agenda mas segundo fontes jornalísticas independentes chinesas, a China não estava disposta a responder às perguntas inconvenientes de alguns jornalistas chineses”.