Última hora

Última hora

Karzai reitera vontade de reconciliação

Em leitura:

Karzai reitera vontade de reconciliação

Tamanho do texto Aa Aa

Karzai reitera a oferta de reconciliação ao mesmo tempo que se multiplicam os sinais de negociações secretas com os chefes talibãs.

Precisamente hoje, que a guerra entra no seu décimo ano, o presidente afegão inaugurou o Alto conselho para a paz. Esta instância encarrega-se de dirigir os esforços de reconciliação com os insurgentes que aceitem entregar as armas em troca de um emprego

O objectivo era encontrar uma saída para um conflito que patina e no se resolve, apesar do número de soldados das forças internacionais se ter multiplicado por dez. No Afeganistão o balanço não há margem para dúvidas: a insurreição ganhou terreno e intensidade.

Os nove anos que os soldados norte-americanos passaram a tentar tomar Kandahar, o feudo talibã, refletem as dificuldades que enfrentam no terreno.

Um oficial afirma: “são extremamente audazes. Nos últimos dois anos, os talibãs não tinham razões para esconder-se, e saíam em plena luz do dia.”

É evidente que os talibãs não têm dificuldades na hora de recrutar… nas madrassas há milhares de candidatos à Jihad. Segundo os especialistas este tipo de guerra contra as forças internacionais pode continuar enquanto os chefes permaneçam a salvo.

Harron Mir, analista político afegão explica que em qualquer insurgência, como a actual insurgência no Afeganistão, “enquanto os líderes talibãs permaneçam a salvo, em santuários dentro do Paquistão e recebam apoio logístico e financeiro e possam movimentar-se livremente pelo país, será muito difícil derrotar a revolta só matando combatentes talibãs de baixo categoria”.

Quanto à população civil, o cansaço e inclusive o ressentimento ganharam a partida a uma guerra que não sentem como sua.

A via da reconciliação parece interessar tanto a Karzai como ao Paquistão, mesmo que ninguém queria incompatibilizar-se com os talibãs, com um papel importante no Afeganistão quando os norte-americanos partirem.