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Greenpeace contradiz governo húngaro

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Greenpeace contradiz governo húngaro

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O rio Marcal, um afluente do Danúbio, ilustra os efeitos da pior catástrofe ambiental da história da Hungria. Mas o governo garante que o derrame de lamas tóxicas não vai afectar o ecossistema do Danúbio, ainda que a Greenpeace diga o contrário.

O segundo maior rio da Europa atravessa vários países. Ainda que a Hungria tenha activado o mecanismo europeu de protecção civil para uma ajuda de emergência, o governo desdramatiza.

“A situação está sob controlo. Temos de nos preparar para um esforço de protecção a longo prazo. Provavelmente, a quantidade de químicos na água vai baixar”, afirmou o secretário de Estado do Ambiente e dos Recursos Hídricos, István Kling.

Mas a Greenpeace recolheu amostras da água e tirou conclusões bem diferentes. A organização alerta para os efeitos a longo prazo do derrame, como a destruição de terrenos agrícolas. Além disso, detectou valores anormais de materiais pesados.

“Não compreendemos as autoridades quando dizem que não há perigo, que é seguro. O que as nossas análises mostram é que se trata de um material perigoso e que o seu nível está muito elevado”, declarou o director da Greenpeace na Hungria, Zsolt Szegfalvi.

A organização alerta, ainda, para os riscos da poluição do ar, assim que a lama secar.

Entretanto, o balanço oficial do número de vítimas mortais subiu para sete. O derrame provocou, ainda, 150 feridos. A empresa detentora do reservatório destruído propõe dar 360 euros a cada família afectada.