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Operação medicalizada de resgate dos mineiros chilenos

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Operação medicalizada de resgate dos mineiros chilenos

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Não há Manual que explique como preservar a saúde de pessoas bloqueadas a 700 metros de profundidade durante dois meses. A algumas horas da saída, os socorristas estão satisfeitos com as medidas tomadas até agora.
Os mineiros não sofreram doenças graves. As autoridades pediram ajuda a uma associação especializada para velar pelo bem-estar dos homens soterrados.

Alejandro Pino, Chilean Safety Association Manager, fez o ponto da situação:

“A preocupação do pessoal médico era com a eventualidade de um deles sofrer uma apendicite ou ter um cálculo renal. E nenhuma dessas doenças chegou a incomodar niguém…”

Os socorristas fizeram chegar aos mineiros material para testes regulares físicos e psicológicos.

Jean Romagnoli, da mesma associação mostra o que enviaram:

“Este é um modelo idêntico aos 11 que enviámos para baixo, para medir os batimentos do coração, a frequência cardíaca, arritmias, etc.”

Com boa saúde e moral de ferro, desde o princípio do aluimento. O que terá sido mais difícil terão sido os 17 primeiros dias sem comunicação. Agora, é a fase final, os testes aceleram-se
Um medico da marinha e outro da Companhia Mineira vão descer até à galeria subterrânea para os preparar para a saída.

Há perigo de hipertensão ou, ao contrário, uma queda de tensão arterial, pro causa da velocidade na subida. Outro motivo de preocupação é a possibilidade de coagulação sanguínea, que está a ser prevenida com aspirina, desde domingo.

Os 33 também vão vestir, para a subida, meias elásticas e cinta. Seis horas antes de subirem têm de beber um líquido preparado pela NASA para evitar os vómitos. A cápsula vai abanar bastante e rodar uma dezena de vezes nos20 minutos que dura a ascensão.

Nestas condições a gestão do stress é muito importante. Durante a operação de socorro mas também quando já estiverem livres, no caso de surgir stress pós-traumático.

Franco Utili, especializado neste tipo de síndroma explica que pode haver transtornos do sono, pesadelos, ataques de angústia, mudança de hábitos alimentares e tudo isto por a pessoa reviver o momento do resgate ou o momento em que ficou soterrada na mina”.

Até agora, os 33 mineiros demonstraram uma força de carácter, um companheirismo e um optimismo fora do comum. Qualidades que vão ser preciosas
nesta segunda vida depois da escuridão absoluta.