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Governo húngaro nacionaliza fábrica de alumínio

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Governo húngaro nacionaliza fábrica de alumínio

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O governo húngaro nacionalizou a fábrica de alumínio que provocou a maior catástrofe ecológica do país.

No terreno, milhares de trabalhadores constroem um dique de emergência para evitar um novo acidente, depois de terem sido descobertas fissuras no reservatório da fábrica.

Os peritos da União Europeia chegaram hoje a Devecser, uma das localidades mais afectadas.

O acidente destruiu os ecossistemas de rios locais e chegou a ameaçar o Danúbio, o segundo maior rio da Europa.

Os especialistas em despoluição estão a avaliar o impacto do desastre nas terras agrícolas, na água, na flora e na fauna.

O presidente da Comissão Europeia encontrou-se com o primeiro-ministro húngaro no sul do país.

Durante uma conferência, Durão Barroso afirmou que se trata de um “problema sério” e comprometeu-se a ajudar Budapeste a reduzir os efeitos da catástrofe.

Ontem, o primeiro-ministro, Viktor Orbán, anunciou a detenção para interrogatório de um dos patrões da fábrica.

Segundo o último balanço, morreram oito pessoas e 150 ficaram feridas.

Os habitantes das zonas contaminadas pela enxurrada vermelha foram realojados num ginásio enquanto aguardam a despoluição das residências.

Depois do desastre, alguns voluntários tentam proteger os animais dos efeitos tóxicos da lama vermelha. A operação é simples mas exige paciência. Os animais são lavados com água e voltam a ser libertados na natureza.