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Hungria pode nacionalizar empresa responsável pelo derrame tóxico

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Hungria pode nacionalizar empresa responsável pelo derrame tóxico

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Uma semana após o maior acidente industrial na Hungria, está a ser concluído um dique de emergência em Kolantár. O objectivo é evitar que outra maré de lamas tóxicas varra a cidade, face à descoberta de novas fissuras no reservatório de lixos tóxicos.

A barreira terá quatro metros de altura e vai estender-se ao longo de um quilómetro e meio. Quatro mil pessoas e 300 máquinas estão envolvidas no projecto.

Esta segunda-feira, no Parlamento, o primeiro-ministro, Viktor Orbán, anunciou a detenção para interrogatório de um dos patrões da empresa MAL, proprietária do reservatório que cedeu.

O chefe de governo disse, ainda, que a empresa deve ser nacionalizada pelo menos temporariamente e que os responsáveis pelo derrame terão de assumir as consequências financeiras. O secretário de Estado para o ambiente evocou uma multa de 73 milhões de euros por danos ambientais.

O país pediu ajuda às instituições europeias, que já responderam. Uma equipa de peritos de descontaminação da UE chegou às zonas afectadas esta segunda-feira. Durão Barroso desloca-se a Budapeste esta terça-feira. A Comissão Europeia não exclui uma revisão sobre a legislação dos lixos industriais.

O derrame gigantesco de lixos industriais matou oito pessoas, de acordo com o último balanço oficial. Houve ainda 150 feridos, 45 continuam no hospital e dois estão em estado muito grave.

O acidente destruiu, ainda, os ecossistemas de rios locais e chegou a ameaçar o Danúbio, o segundo maior rio da Europa.