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A vitória da tecnologia no resgate no Chile

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A vitória da tecnologia no resgate no Chile

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Com o salvamento dos mineiros, o Chile escreveu uma página da história do socorrismo, mas antes de mais houve um milagre humano. Os mineiros mostraram ter uma “vontade terrível de sobreviver”. A mina desmoronou a 5 de Agosto e só 17 dias depois é que deram sinais de vida a 700 metros de profundidade.

À determinação humana juntaram-se meios técnicos. Uma primeira conduta permitiu enviar comida, água, medicamentos e manter o contacto com os mineiros, enquanto a perfuradora T-130 escavava um poço com pouco mais de 60 centímetros de diâmetro, num solo rochoso. Ao fim de 33 dias de trabalho estava aberta a porta de resgate.

Previa-se que a operação demorasse três a quatro meses, mas como sobreviver tanto tempo debaixo de terra? A equipa da NASA, liderada por Michael Duncan, deu a resposta. Aconselhou uma alimentação rica em vitamina D, para compensar a falta de luz solar, exercício físico e iluminação especial para manter o ritmo biológico dos mineiros. Conselhos que se prolongariam até à cápsula de resgate.

A Fénix é em si a proeza tecnológica. A cápsula foi construída de propósito pela marinha chilena: quatro metros de comprimento, 53 centímetros de diâmetro, rodas móveis, um habitáculo com oxigénio e transmissão de dados vitais, e uma escotilha de emergência. A Fénix é hoje comparada à Apolo XI, mas não foi à Lua, foi ao centro da terra.