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Reunião do Partido Comunista chinês motiva apelos de democratização

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Reunião do Partido Comunista chinês motiva apelos de democratização

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Pequim assistiu à abertura da sessão plenária do Partido Comunista chinês, que se prolonga até segunda-feira. Uma semana depois da atribuição do Nobel da Paz a um dissidente político chinês, o congresso tem como pano de fundo os apelos crescentes à democratização.

Oficialmente, as reformas políticas não fazem parte do programa mas os peritos acreditam que podem alimentar o debate, a três anos do fim dos mandatos do presidente Hu Jintao e do primeiro-ministro Wen Jiabao.

Esta semana, um grupo de antigos altos responsáveis do partido e dos media fizeram um petição directa ao governo a favor da liberdade de expressão. Um dos signatários, Huang Zelong, defende que “a China precisa de abrir as portas à liberdade de expressão […] sem hesitações”.

Hoje, uma outra carta de tom audacioso reuniu mais de cem assinaturas de activistas a favor da libertação do dissidente político Liu Xiaobo, galardoado com o Nobel da Paz. O texto pede também “uma transição social pacífica para fazer da China um país democrático”.

A mulher de Liu vive numa situação virtual de prisão domiciliária desde o anúncio do galardão.