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Túnel helvético fortaliza coração da Europa

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Túnel helvético fortaliza coração da Europa

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A Suíça cumpriu o que prometeu à Europa: uma via rápida para o tráfego no eixo norte-sul.
Estão a ser derrubados os últimos pedaços de rocha que separavam as duas pontas do túnel mais longo do mundo.

Nos Alpes suíços foi construída uma de área total de 152 km ramificações, unidas depois de quase 15 anos de construção, em que morreram oito trabalhadores.

O túnel Gotthard vai destronar o recorde do japonês Seikan, com 53,5 quilómetros, e deixar a sete quilómetros de distância o Túnel da Mancha que liga França a Inglaterra e tem 50 km.

O túnel de todos os superlativos suíços tem 57 km de comprimento e está a 2000 metros de profundidade. Vai ligar Zurique a Milão em 2h40
(contra as quatro horas actuais). Quando os trabalhos nas ferrovias terminarem, em 2017, o tráfego será de 300 comboios por dia.

A motivação por detrás deste projecto foi a de impedir a degradação ambiental dos Alpes suíços, e oferecer aos cidadãos e estrangeiros a possibilidade de atravessarem a região de comboio.

No início dos anos 1990, a UE fez pressão para a Suíça concordar em permitir o livre-trânsito de camiões de 40 toneladas.
A recusa helvética, por razões ambientais, levou à procura de uma solução ferroviária, posta em prática a partir de 1997.
O túnel, no total, está a custar, até agora, sete mil milhões e meio de euros, muito para além do preço orçamentado.

Depois do início desta “iniciativa dos Alpes”, que prioriza o transporte ferroviário de mercadorias sobre o transporte por rodovias, a França, a Áustria e a Itália realizaram esforços no mesmo sentido.

O Túnel de Fréjus (entre França e Itália) foi modernizado e também foi construído o túnel de Brenner (entre Itália e Áustria)
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