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Alemanha revê modelo multicultural e tenta integrar muçulmanos

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Alemanha revê modelo multicultural e tenta integrar muçulmanos

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O debate sobre a integração dos muçulmanos causa furor na Alemanha.

Há quatro milhões de muçulmanos na Alemanha, dos quais três milhões são de origem turca.

Angela Merkel considerou que o modelo alemão de integração da imigração está esgotado:

“Somos um país que no início dos anos 60 convidou trabalhadores para a Alemanha. Agora vivem connosco, mesmo aqueles que pensavam regressar aos países de origem. A nossa abordagem multicultural falhou. Falhou completamente”, disse a chanceler alemã.

Palavras que dão razão ao presidente da CSU, ala bávara da CDU de Merkel.

“Como partido Cristão defendemos a predominância da cultura alemã e estamos contra o multiculturalismo. O ‘multi-kulti’ está morto”, disse Horst Seehoferest, que é também ministro presidente da Baviera, o Estado mais rico da Alemanha.

Segundo a Fundação Friedrich Ebert, 58% dos alemães são favoráveis à limitação das liberdades religiosas dos muçulmanos.

O governo pretende rectificar a lei e exigir mais aos imigrantes. Em primeiro lugar, vai considerar delito o casamento forçado e favorecer a integração, financiando a formação dos imans nas três universidades alemãs.

“Desejamos formar o maior número possível de Imans na Alemanha pois estamos convencidos que os imans são quem faz a ponte entre os fieis da mesquita e a cidade em que a mesquita está instalada”, defende Annette Schavan, ministra da Educação.

A mesma responsável acaba de anunciar nova legislação sobre diplomas estrangeiros, o que vai permitir o emprego de 300 mil estrangeiros qualificados, profissionais de que a economia alemã precisa urgentemente.

A Alemanha está em ebulição depois da publicação do livro de um alto funcionário do Banco Central que argumenta que a Alemanha se idiotizou com o peso dos imigrantes muçulmanos”.