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A Europa e a luta pela viabilidade do sistema de pensões

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A Europa e a luta pela viabilidade do sistema de pensões

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Beng Sibbmark tem 67 anos e continua a trabalhar. É um dos muitos seniores suecos que decidiram adiar a reforma.

A Suécia foi, há dez anos, pioneira na reforma do sistema de pensões, incentivando os mais velhos a continuar a trabalhar para lá da idade da reforma. O país tornou-se um modelo para os parceiros europeus, já que todos têm de equilibrar a equação entre demografia, emprego e pensões para preservar o sistema de segurança social.

Segundo o Eurostat de 2008, a idade média de reforma na União Europeia oscila entre os 62 e 65 anos para os homens e entre os 60 e 65 anos para as mulheres. Mas nas próximas quatro décadas, estima-se que triplique o número de idosos na Europa enquanto diminui o de pessoas activas para financiar as pensões.

Aumentar a idade da reforma é apenas uma das pistas seguidas pelos 27 sistemas de segurança social na UE. Um ponto que esconde um outro: os governos tendem a aumentar também o número de anos de cotização para receber a pensão completa.

A França vai passar de 40,5 para 41,5 anos de cotização até 2023. A Alemanha vai aumentar em dez, o número de anos de descontos até 2029 e no Reino Unido vai passar de 30 para 44 o período de cotização em 2046.

Mas a Europa tem também de resolver outro problema: como manter os seniores no mercado do trabalho, quando muitas empresas não os desejam? Formação, mudança de posto, transmissão de saber para os mais jovens: a Europa explora as pistas para resolver um quebra-cabeças chamado viabilidade do sistema de pensões.