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França: sexta jornada de protestos contra a reforma das pensões

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França: sexta jornada de protestos contra a reforma das pensões

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Nova jornada de protestos contra a reforma do sistema de pensões em França. Além de ser o sexto dia de mobilização nacional desde o início de Setembro, trata-se do sétimo dia de greves consecutivas.

Nos caminhos-de-ferro, está garantida apenas metade das viagens de TGV da capital para o resto do país.

Na rede de metro e de autocarros a circulação é “praticamente normal” de acordo com a companhia, mas as pessoas preferiram encontrar alternativas.

“Consegui organizar o dia de forma diferente. Mas é incómodo. Espero que o movimento atinja os objectivos”, admite um homem.

“Já não consigo abastecer o carro, por isso, sou obrigado a escolher os transportes públicos. Entre o comboio e o autocarro demorei três horas para chegar esta manhã e vai ser a mesma coisa esta noite”, queixa-se outra pessoa.

Mesmo cenário nos aeroportos. Em Paris, no aeroporto de Orly metade dos voos foram cancelados. No resto do país, as anulações rondam os 30%. Esta manhã, os manifestantes bloquearam temporariamente o acesso ao aeroporto de Bordeaux.

Mas “a reforma é essencial”, repetiu ontem Nicolas Sarkozy. “A França está empenhada e irá avançar tal como os nossos parceiros alemães o fizeram há uns anos”, declarou o presidente francês durante uma cimeira com a chanceler alemã e o líder russo.

Hoje, os automobilistas voltam a confrontar-se com a possibilidade de bombas sem gasolina. Doze refinarias continuam fechadas ou bloqueadas. Ontem, 2500 das 12.500 estações de serviço estavam a seco.

Há ainda operações de marcha lenta em algumas auto-estradas.