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Refinarias paralisadas em França

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Refinarias paralisadas em França

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Na refinaria de Feyzin, nos arredores de Lyon, as chamas ainda são visíveis nas chaminés, apesar da produção estar completamente parada, tal como nas outras 11 instalações em França.

Uma paralisação com que os sindicatos do sector ameaçam continuar mesmo depois da votação da lei das reformas no Senado.

Os sindicalistas são claros:

“A semana é crucial, a assembleia-geral é na quarta-feira. E, vista a determinação das pessoas, não há problemas, estaremos no movimento toda a semana, e os assalariados estão determinados. A equipa de serviço, que tem as maos nas alavancas, tem 90 por cento de grevistas. Por isso não vejo como come4ar a trabalhar com 90 por cento de grevistas.”

Um outro manifestante avisa: “A partir de amanhã vamos distribuir folhetos nos mercados para organizar uma solidariedade financeira para que as pessoas possam aguentar o maior tempo possível. Compreendo que muita gente recebe o salário médio mínimo e não pode fazer greve. Muitos concordam com o movimento, por isso, podem fazer o esforço e dar ao menos 5 euros, e um maço de cigarros. Se milhares de pessoas fizerem isso, poedemos ficar em greve várias semanas.”

Os grevistas participaram na sexta manifestação desde o inicio do movimento, em Setembro . A Total tem um acordo interno com os trabalhadores que lhes permite a reforma aos 55. Afirmam estar em greve por solidariedade social.

Damien Gallera, da CFDT:

“Esta semana é decisiva. Nós estamos bem connosco, mas os mentirosos, os Brice Hortefeux, os Eric Woerth, esses que não servem para nada e são pagos principescamente para nos chatear, só t’em de vir para a rua e repetir que não há penúria de combustível, venham dizer às pessoas que têm de trabalhar mais dois anos. Porque eles rejeitam em bloco todas as modificações à lei”

Desde ontem que o governo francês está a fazer requisições civis para certas refinarias para desbloquear as instalações enquanto dura a greve.