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Plano de austeridade provoca "guerra política" na Grã-Bretanha

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Plano de austeridade provoca "guerra política" na Grã-Bretanha

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Na Grã-Bretanha, o responsável pela pasta das Finanças do partido Trabalhista, na oposição, mostra-se contra o plano de austeridade apresentado esta quarta-feira.
 
Em vez de eliminar a dívida em quatro anos, Alan Johnson defende a redução apenas para metade no mesmo período, evitando um choque tão grande para a economia: “Penso que esta abordagem radical corre o risco de danificar a nossa economia. Temos de baixar o défice, é certo, mas precisamos de fazê-lo de uma maneira segura e estável que assegure que há um momento no sector privado a captar crescimento económico. Não é a danificar as perspectivas fazendo cortes profundos e repentinos que se deve agir”, denuncia o responsável pela pasta das Finanças do Labour.
 
Este é um dos cortes orçamentais mais drásticos das últimas décadas. O ministro britânico das Finanças justifica: “Estamos decisivamente a lidar com as dívidas do país que herdámos do último Governo Trabalhista. Se não seguirmos este caminho, o país vai enfrentar a ruína económica”, diz George Osborne.
 
Com o pacote de austeridade, o Governo britânico conta poupar 83 mil milhões de libras (95 mil milhões de euros), mas a população mostra-se revoltada e nas ruas de Londres já começaram os protestos.
 
Um estudo da consultora PricewaterhouseCoopers (PwC) estimou em cerca de um milhão o número de pessoas que vão perder o emprego na sequência das medidas, metade das quais no sector privado.