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Primeiro-ministro italiano promete gerir crise do lixo em dez dias

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Primeiro-ministro italiano promete gerir crise do lixo em dez dias

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O primeiro-ministro italiano comprometeu-se a por um ponto final o mais rápido possível à crise do lixo na região de Nápoles.

Os últimos dias têm sido marcados por confrontos entre a polícia e manifestantes, como aconteceu nas localidades de Terzigno e Boscoreale, onde se protesta contra o projecto de abertura de um segundo aterro sanitário nesta área.

Reunido de emergência em Roma, Silvio Berlusconi assegura que poderá resolver o problema em pouco mais do que uma semana: “Vamos intervir nos problemas urgentes e então eu direi: Graças à nossa intervenção o problema resolveu-se em dez dias”.

Berlusconi já prometeu 14 milhões de euros para o município de Terzigno, de forma a tentar resolver o problema do lixo, que emana odores nauseabundos.

Mas a compensação está longe de convencer os manifestantes, que lutam para impedir um novo aterro. A concretizar-se será o maior local deste tipo na Europa.

A população promete não baixar os braços.

“Vamos ver o que vai acontecer. Não vamos desistir. Pensamos estar do lado certo. O Parque Nacional é uma área protegida e não pode haver lixo, o pior será a criação de mais um espaço com quatro milhões de toneladas de resíduos. Estamos aqui e assim continuaremos, para reclamar o respeito total da lei”, assegura Franco Matrone, que encabeça os protestos.

Uma montanha de lixo, resíduos de comida e dejectos dominam por estes dias as ruas do centro de Nápoles, tal como aconteceu em 2007 e 2008.

Na altura, a má gestão da crise pelo Governo de centro esquerda de Romano Prodi, contribuiu para a vitória de Silvio Berlusconi nas legislativas de 2008 e o seu regresso ao poder.