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Ameaça de cólera paira sobre capital do Haiti

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Ameaça de cólera paira sobre capital do Haiti

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Os baixos índices de saneamento e a ausência quase total de água potável fazem temer o pior no Haiti, uma vez que são terreno fértil para a propagação do surto de cólera.

De acordo com as autoridades do país a doença já fez mais de 250 vítimas mortais e atingiu até ao momento 3015 pessoas. O presidente haitiano René Preval fala em cólera “importada”, apesar de ainda se desconhecer a origem.

A pouco e pouco, as equipas médicas internacionais que combatem a doença no terreno começam a estabilizar o número de mortes, mas os casos de novos infectados não param de crescer.

A região mais atingida é a de Artibonite, onde o rio com o mesmo nome é considerado o foco da epidemia, como revela o médico Ian Rawson, do Hospital Albert Schweizert: “Sabemos que é cólera, mas desconhecemos como é que chegou ao fluxo de água. Sabemos que grande parte dos nossos pacientes tem bebido água da região de Artibonite perto da Ponte de L’Estére e da Pont Sondé. Mas estamos a começar a registar casos de pacientes que não vêm dessa zona”.

A epidemia, que alastra no Norte e no Centro do Haiti, já chegou à capital, Port-au-Prince, onde as Nações Unidas confirmaram os cinco primeiros casos. Existem indícios de que o surto já poderia ter transposto a fronteira para a vizinha República Dominicana, que recebe muitos turistas.

A cólera é transmitida pela água, mas também por alimentos que tenham estado em contacto com água imprópria para consumo.

A doença provoca diarreias agudas. Sem tratamento imediato e hidratação pode ser fatal em poucas horas.

Mal refeito do sismo de há dez meses, o Haiti é agora ameaçado por uma nova catástrofe, igualmente ameaçadora.