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França: reabastecimento de combustível à vista

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França: reabastecimento de combustível à vista

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O braço-de-ferro intensificou-se há duas semanas e os slogans contra o governo não vão desaparecer tão cedo. Os trabalhadores não se conformam com o aumento da idade da reforma e, esta manhã, voltaram a bloquear o maior depósito petrolífero do sudeste de França, em Fos-sur-Mer, perto de Marselha.

Ao fim de seis horas, o bloqueio foi levantado e os camiões cisterna puderam reabastecer, num dia em que uma em cada três estações de serviço tem falta de combustível.

Quase todos os depósitos do país estão de novo a funcionar, à excepção dos que se situam nas nove refinarias ainda em greve.

Há novas manifestações convocadas para quinta e sábado, mas a lei é para manter e deverá ser adoptada por um voto solene na quarta-feira.

O deputado do partido do governo, Pierre Méhaignerie, explica que “face ao aumento da esperança de vida, não havia outras soluções e foi encontrado um compromisso.”

As greves estão a custar entre 200 a 400 milhões de euros por dia, de acordo com a ministra da Economia, Christine Lagarde. As pequenas e médias empresas denunciam um golpe à retoma económica. O principal sindicato agrícola fala em escassez crónica de combustível.