Última hora

Última hora

Embargo a Cuba isola Estados Unidos na ONU

Em leitura:

Embargo a Cuba isola Estados Unidos na ONU

Tamanho do texto Aa Aa

A assembleia geral das Nações Unidas voltou a condenar, quase por unanimidade, o embargo norte-americano à ilha de Cuba, pela 19a vez.

E apesar das promessas de Barack Obama, os Estados Unidos voltaram também a votar contra a resolução ao lado de Israel e com a abstenção de apenas 3 pequenas nações.

O bloqueio comercial, datado dos anos 60, ganha detractores de ano para ano em Cuba, em plena crise económica. O ministro dos Negócios Estrangeiros Cubano, Bruno Rodriguez, não consegue perceber a atitude norte-americana.

“Dois anos depois do presidente dos Estados Unidos ter proclamado uma nova era com Cuba, os factos confirmam que nada mudou. Que nunca utilizou os seus amplos poderes para flexibilizar o bloqueio”.

Nos últimos meses Washington aceitou levantar as restrições ao envio de dinheiro e às viagens dos imigrantes cubanos, mas sem suspender o embargo comercial.

Para o embaixador norte-americano na ONU, Ronald Godard, “as Nações Unidas deveriam canalizar energias para apoiar a vontade do povo cubano em decidir livremente o seu futuro e abandonar a simples retórica que representa esta resolução”.

Apesar do embargo, os Estados Unidos são actualmente o quinto parceiro comercial de Cuba, graças ao envio de divisas dos emigrantes e à ajuda humanitária de Washington.

A União Europeia também condenou as sanções comerciais que afectam as empresas europeias instaladas na ilha, saudando as reformas económicas lançadas recentemente pelo regime comunista.

Havana calcula em mais de 100 mil milhões de dólares os prejuízos causados pelo embargo norte-americano, nos últimos 48 anos.