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Indonésia debate-se contra a força da terra e do mar

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Indonésia debate-se contra a força da terra e do mar

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Mais de 150 pessoas morreram e cerca de 400 continuam desaparecidas na sequência do tsunami que atingiu segunda-feira o arquipélago Mentawai, na Indonésia.

O tsunami foi provocado por um sismo de magnitude 7,5 na escala de Richter. O epicentro foi registado a 149 quilómetros a sul da cidade de Padang, na costa ocidental da ilha de Samatra.

É em Padang que se encontra, a são e salvo, um grupo de turistas, depois de um enorme susto. O capitão do iate conta que um barco, ao largo, foi apanhado pela onda e empurrado até ao iate. Seguiu-se o choque e a ruptura de um tanque de combustível, que provocou um incêndio.

A dois mil quilómetros das ilhas Mentawai, atingidas pelo tsunami, a natureza não poupou a ilha de Java. Terça-feira, o vulcão Merapi – que em javanês significa “montanha do fogo” – entrou dez vezes em erupção.

Há, pelo menos, 25 vítimas mortais. Na segunda-feira, as autoridades evacuaram as encostas da montanha, deslocando cerca de 19 mil pessoas.
Foram sobretudo as mulheres, as crianças e os idosos que abandonaram o local. Os homens ficaram para cuidar do gado e da terra.

Mais de um milhão de pessoas vivem sob a ameaça da ira do Merapi, na ilha de Java. Há quem se tenha habituado a conviver com o risco porque a Indonésia é a primeira zona vulcânica do mundo, com 130 vulcões activos.