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Europeus decepcionados com Obama

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Europeus decepcionados com Obama

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Será que as eleições intercalares norte-americanas vão mudar as relações com a Europa? Os europeus sentem-se marginalizados pelos Estados Unidos em relação à região Ásia-Pacífico.

Do lado americano fala-se de cooperação, qualquer que sejam os resultados do próximo escrutínio. À margem da exposição sobre a América, em Bruxelas, Howard Gutman, embaixador americano na Bélgica afirmou: “Mesmo se os democratas perderem alguns lugares no Congresso, não penso que vá mudar a agenda. Estamos determinados a trabalhar com a Europa para levar países terceiros a focalizar-se no clima; a ter relações fortes com a Rússia, que nos ajuda com o Irão; decididos em continuar o processo de paz no Médio Oriente. Estamos determinados a continuar junto com a Europa a recuperação económica”.

Apesar de inúmeros temas em comum, os europeus consideram que as relações transatlânticas estão a ser desperdiçadas. Uma sensação agravada pela anulação da cimeira bilateral de Maio.

O antigo embaixador israelita, Élie Barnavi, é peremptório: “Obama não é espontaneamente europeu. É sem dúvida o primeiro presidente pós-europeu da história dos Estados Unidos. É um homem que olha mais para o Pacífico do que para o Atlântico. E, por isso, instala-se uma relação ambígua. De um lado, muito afecto e admiração por um homem, visivelmente, excepcional, mas ao mesmo tempo um pouco de decepção face a um presidente que não parece preocupar-se com a Europa, tal como a Europa se preocupa com ele

Protecção de dados dos passageiros, clima, economia… União Europeia e Estados Unidos têm cimeira marcada para Novembro em Lisboa, mas os europeus ainda não aceitaram terem sido postos de lado por Obama em várias reuniões importantes no último ano.