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Franceses continuam luta contra a reforma das pensões

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Franceses continuam luta contra a reforma das pensões

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Dezenas de milhares de franceses voltaram a dizer “Não” à reforma do sistema de pensões.

A guerra dos números oscila entre o meio milhão e os dois milhões de manifestantes.

Uma participação menor, comparando com outras ocasiões, que o governo interpretou como o princípio do fim do braço-de-ferro nas ruas.

Os sindicatos têm outra leitura.

“Provavelmente nunca aconteceu ver tanta gente, tantos trabalhadores nas ruas no dia seguinte à aprovação de uma lei no Parlamento”, diz Bernard Thibault, da CGT.

François Chérèque, da CFDT, acrescenta: “A nossa responsabilidade hoje é dizer que esta lei é injusta. Grande parte dos funcionários, os franceses, estão contra esta lei e o nosso dever é continuar a dizê-lo”.

A reforma, que prevê um aumento da idade mínima de aposentação dos 60 para os 62 anos, foi aprovada ontem pela Assembleia Nacional.

Mas as tentativas para travar a medida aumentam de dia para dia.

O Partido Socialista anunciou que na próxima terça-feira vai apresentar um recurso junto do Tribunal Constitucional.

As jornadas de protestos e paralisações também se mantêm. Esta quinta-feira, 50 por cento dos voos foram cancelados no aeroporto de Orly, em Paris, e 30 por cento nos outros aeroportos.

Nos caminhos-de-ferro, a circulação foi ligeiramente inferior ao normal. Ainda assim, estiveram asseguradas mais de metade das ligações.