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Fim das greves nas refinarias em França

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Fim das greves nas refinarias em França

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Os trabalhadores do terminal petrolífero de Fos-Lavera, no sul de França, decidiram pôr um termo à greve que durou mais de um mês.

A decisão dos sindicatos constitui um alívio para o governo, já que se trata do terceiro maior complexo portuário do mundo a operar com petróleo.

Fabrice Modèste, representante sindical da CGT, defende “que é o fim da greve para a Total e para as petrolíferas, mas o movimento continua porque a nossa determinação permanece intacta. O ressentimento que nos mobiliza continua inteiro, por isso vamos continuar”, conclui.

À decisão dos trabalhadores de Fos-Lavera seguiu-se a dos da refinaria Total de Dongues, no noroeste de França, os últimos em greve.

Um parisiense considera que se sente que o movimento “está a perder força. As pessoas aceitaram a reforma e vamos ter uma desmobilização contínua.”

A Total, que terá sido a petrolífera mais afectada pelas greves, estima ter perdido mais de 100 milhões de euros. De acordo com o director financeiro da companhia, Patrick de la Chevardière, cada dia de paralisação custou entre cinco e seis milhões de euros.

A Total publicou esta sexta-feira resultados relativos ao terceiro trimestre do ano em alta, graças à progressão do preço do petróleo e ao aumento de 4,3% da produção da companhia.

Os lucros líquidos do período que vai de Julho a Setembro ascendem a 2,43 mil milhões de euros, ou seja um aumento de 32% em relação ao período homólogo um ano antes.