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Egipto: oposição fala em fraude e repressão na mira das legislativas

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Egipto: oposição fala em fraude e repressão na mira das legislativas

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A corrida ao registo de candidaturas para as eleições legislativas no Egipto abriu esta quarta-feira. A meta são os 508 assentos no Parlamento que se disputam a 28 de Novembro. 64 são reservados às mulheres.

Mas o processo de registo, que dura até esta sexta-feira, é dificultado pela burocracia. As críticas abundam.

Nabil Al-Wahsh, candidato do Partido da Paz diz que “as autoridades não aprendem com os erros, que há sempre imensa gente e é o caos”. Ainda assim, defende que “estas eleições foram melhor organizadas que as anteriores.”

O partido da oposição, Irmandade Muçulmana, decidiu participar no escrutínio, mas acusa as autoridades de terem impedido o registo de dezenas dos seus candidatos. O partido foi proibido em 1954, por isso, propõe candidatos vários nomes independentes, no caso de alguns serem presos.

Outros partidos da oposição renovaram o apelo ao boicote das eleições. Alertam para o risco de fraude eleitoral e de repressão contra os que desafiem o Partido Nacional Democrático (PND), chefiado pelo presidente Hosni Mubarak, que lidera o país há três décadas.

A Comissão Eleitoral divulga a lista de candidatos oficiais a 14 de Novembro, apenas duas semanas antes do voto.

“O registo de candidaturas aumentou ainda mais o conflito entre os partidos da oposição, questionando a transparência das eleições e a própria participação. Já o Partido Nacional Democrático vê as eleições como um passo para a democracia”, comenta o correspondente da Euronews, no Cairo.