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Espanha: o paradoxo católico

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Espanha: o paradoxo católico

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A presença do Papa no norte de Espanha não é apenas pastoral mas também diplomática. No governo de Zapatero, o país tornou-se uma das nações europeias mais progressistas e mais audaciosas socialmente.

Apesar das profundas mudanças ocorridas nos últimos anos na sociedade espanhola, as
relações da Santa Sé com o governo da Espanha estão bem. Há, no entanto, divergências em termos de “ defesa da vida e da família”, confirmou o porta-voz do Vaticano.

Entre os dois Estados há um relacionamento em que “não são escondidas as preocupações da Santa Sé pelas posições diferentes sobre temas fundamentais”, ou sobre “a liberdade religiosa”.

Mais de três décadas depois depois da ditadura franquista, em que o catolicismo era religião de Estado, o fervor religioso diminuiu. Em 2002, 80 por cento dos espanhois assumiam-se católicos e, este ano, a percentagem desceu para 73 por cento. Mas entre eles, só 14 por cento são católicos praticantes.

O governo socilaista espanhol aprovou os casamentos gay e o aborto, leis que o Vaticano considera insensatas.

Mas ainda há “sintonias”, em áreas como “o trabalho pela paz no Médio Oriente e uma atenção partilhada por outras áreas, como Cuba”.

Sõ que a sociedade laica e progressista tem mais reformas na manga, depois do casamento homossexual e da liberalização do aborto: tal como Itália, discute a interdição dos crucifixos religiosos em locais públicos, principalmente nas escolas.
O projecto-lei está no parlamentno desde Dezembro.

Para amenizar as relações, e apesar do carácter pastoral da visita, o Papa vai encontrar-se com o rei Juan Carlos I e com o primeiro-ministro espanhol, José Luís Rodríguez Zapatero.