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"A liberdade tem sido negada aos birmaneses há muito tempo"

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"A liberdade tem sido negada aos birmaneses há muito tempo"

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O país com um dos mais brutais regimes do mundo foi a votos num processo eleitoral considerado como coreografia de transição democrática.

Os resultados das eleições no Myanmar, que deverão renovar 1163 lugares do Parlamento e das assembleias regionais, apenas serão conhecidos dentro de alguns dias.

Testemunhas citadas pela agência Reuters deram conta de uma baixa afluência e irregularidades.

Aung San Suu Kyi, a Prémio Nobel da paz em prisão domiciliária e que esteve 15 dos últimos 21 anos atrás das grades, tinha apelado ao boicote referindo que “não sonharia em fazer parte” das eleições, as primeiras desde as que venceu há duas décadas.

As críticas ao processo eleitoral na antiga colónia britânica governada com mão de ferro por uma junta militar surgiram de vários quadrantes como do presidente Barack Obama, de visita à Índia. Obama referiu que “as eleições foram tudo menos livres e que a liberdade tem sido negada aos birmaneses há já muito tempo”.

E foi a opressão simbolizada pela detenção de Aung San Suu Kyi que motivou o protesto de Birmaneses a viver em vários países. Foram os casos das contestações na cidade tailandesa fronteiriça de Maesot e em Seul na Coreia do Sul.