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"Partidos gregos transformaram sufrágios locais num desafio nacional"

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"Partidos gregos transformaram sufrágios locais num desafio nacional"

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Os gregos são chamados às urnas para eleger 13 presidentes de região e mais de 320 presidentes da Câmara.

Mas a escolha parece resumir-se ao SIM ou NÃO às medidas do governo para ultrapassar a crise económica.

“Eu votei para mostrar ao governo que estou contra as suas decisões”.

“Eu acho que é necessário dar um voto de confiança ao governo. Eles trabalham arduamente, para nós e não nos estão a enganar. A situação é difícil e temos que fazer algo para salvar a nossa economia”.

Nos últimos meses a Grécia foi palco de sete greves gerais contra medidas como a redução dos salários da função pública, o prolongamento da idade da reforma ou o aumento dos impostos.

“As pessoas estão revoltadas com os partidos que as colocaram sob pressão. E não devia ser assim, esta eleição é antes de mais um sufrágio local, trata-se de escolher o melhor candidato para a população de cada região. Os partidos acabaram por dar-lhe uma dimensão nacional sobre o futuro do país”.

Segundo os analistas, a convocação de eleições antecipadas na Grécia poderia pôr em causa as ajudas da União Europeia e do FMI. Um terceiro empréstimo de 110 mil milhões de euros deverá ser concedido no dia 15, um dia depois da segunda volta das eleições locais.