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Alemanha recua na política nuclear

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Alemanha recua na política nuclear

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Nuclear, não obrigada. Um slogan mais na moda do que nunca, na Alemanha. No início de Setembro os activistas fizeram um autêntico cerco ao Bundestag. O parlamento alemão preparava-se para aprovar a lei que aumenta a durabilidade das centrais nucleares do país. O texto tinha sido feito à medida para passar na câmara baixa e contornar o voto no Bundesrat, onde a coligação de centro-direita de Merkel perdeu o controlo em Maio.
  
Em média, a vida das 17 centrais nucleares alemãs, que tinham paragem definitiva agendada para 2021, foi alargada para 2033 – a última fecha em 2035.
  
Esta alteração enterra definitivamente o acordo emblemático da coligação SPD-Verdes do chanceller Gerhard Schroeder. Nele se previa, com o acordo da indústria nuclear, o encerramento gradual das centrais alemãs.
  
Uma vitória demasiado preciosa para os Verdes e os activistas contra o nuclear poderem renunciar sem luta.
A opinião pública alemã é maioritariamente contra o nuclear, 60 por cento.
As últimas manifestações mostraram a Merkel que a mobilização anti-nuclear é para ser levada a sério.
 
Para começar, a chanceller teve de se explicar:
 
“Sabendo que muitas pessoas estão cépticas e são muito críticas em relação à energia nuclear, encaramos essas preocupações com muita seriedade. Isto também demonstra a energia nuclear é usada como tenologia de ponte, o que quer dizer que não é usada mais tempo do que necessário”.
 
Mas os alemães ficaram traumatizados com o acidente de Chernobyl e rejeitam a energia nuclear de qualquer modo. Os Verdes aproveitam a vaga da opinião crítica para reforçar posições na rua, como 
Claudia Roth, em Gorleben.
 
 
Mas também nas instituições políticas. Na sexta-feira, a antiga ministra da Agricultura do governo de Schroeder, Renate Künast anunciou que se ia candidatar à Câmara de Berlim: 
  
“Estou pronta, sou candidata à Câmara de berlim. Uma cidade para todos. “
 
Os Verdes amadureceram politicamente em 1980 e tornaram-se em força federal para poder entrar no governo na última década e estão completamente integrados na sociedade alemã.