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Berlusconi está em apuros e a Itália em crise

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Berlusconi está em apuros e a Itália em crise

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O estilo de vida e as relações de Silvio Berlusconi com acompanhantes podem estar a colocar em risco a segurança nacional.
Esta, para já, foi a justificação de uma comissão parlamentar que chamou El Cavalieri para clarificar a questão da segurança nas festas privadas com personagens públicas.
A crise política está a acelerar, principalmente por causa do Rubygate.
 
Berlusconi terá mentido à polícia de Milão, afirmando que a dançarina Ruby Keyek, menor, era neta do Presidente egípcio, Hosni Mubarak, para assim a livrar de acusações de roubo.
Têm surgido outras notícias sobre o pagamento a jovens prostitutas de 17 e 18 anos em festas na Sardenha e em Milão, na casa do presidente do conselho.
Habitualmente, o político italiano consegue desviar a atenção da opinião pública.
Mas desta vez foi grave: a gafe de que “mais valia gostar de mulheres do que ser gay teve um mais alto custo”.

A Itália tem cada vez menos razões para sorrir.
A imagem do presidente está de rastos e a base de apoio diminui. Em termos de patronato, a dirigente da Cofindústria, Emma Marcegaglia culpa Berlusconi pela paralisia do governo em período de dificuldades económicas.
A movimentação em vários sectores parece indicar que a pressão pode levar à queda de Berlusconi.

Como afirma um especialista de direito constitucional :
“No estado em que estamos, se Berlusconi não apresentar a demissão, (como já disse), temos, inevitavelmente, de ir ao Parlamento para que este se expresse através do voto de uma moção de censura”.

O ex-aliado Gianfranco Fini, presidente da Câmara dos Deputados e co-fundador do partido, o Povo da Liberdade, não recolhe suficientes apoios para fazer frente a Berlusconi.
E a esquerda não consegue sair de uma crise interna que se está a eternizar.
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