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Milhares de pessoas abandonam a Birmânia

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Milhares de pessoas abandonam a Birmânia

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Aumentam os receios de uma guerra civil na Birmânia.

Milhares de pessoas estão a cruzar a fronteira com a Tailândia para escapar aos confrontos entre os soldados do Exército Democrático Karen Budista e as forças do regime, que já provocaram sete mortos e vários feridos.

A tensão está ao rubro, depois de cerca de dois milhões e meio de pessoas de minorias étnicas terem sido excluídas das legislativas deste domingo.

Ontem, a Junta Militar tentou silenciar um protesto na cidade de Myawaddy contra a forma como decorreu o escrutínio já classificado como uma farsa.

A última vez que os birmaneses escolheram um Parlamento foi há duas décadas. O partido de Aung San Suu Kyi, a Liga Nacional para a Democracia foi o mais votado, mas o regime nunca reconheceu os resultados.

A Junta Militar governa o país com mão de ferro e os opositores do regime são os primeiros a senti-lo.

O filho mais novo de San Suu Kyi pediu em Banguecoque um visto para entrar na Birmânia. Não vê a mãe há 10 anos, uma situação que o regime parece apostado em prolongar.

A líder da oposição e Nobel da Paz em 1991 foi impedida de se apresentar na corrida às eleições e permanece em prisão domiciliária.

A pena de San Suu Kyi termina a 13 de Novembro mas o futuro da carismática mulher de 65 anos é uma incógnita. A filha do fundador da nação passou os últimos 15 anos na prisão, mas isso não impediu que se convertesse num símbolo da luta contra a ditadura militar.