Última hora

Última hora

Ofensiva de charme sino-europeia

Em leitura:

Ofensiva de charme sino-europeia

Tamanho do texto Aa Aa

Os europeus estão em plena ofensiva de charme junto da China, e o inverso também é verdade. Depois da Itália, França e Portugal fecharem acordos comerciais importantes, é a vez do Reino Unido.
Isto em vésperas de G20, que vai reduzir as medidas de desequilíbrio comercial e evitar uma guerra de moedas.

A China tornou-se a segunda potência mundial, com um crescimenton de 10 por cento. Em seis anos a China passou a ser o primeiro parceiro comercial da União Europeia e o segundo cliente dos 27.
É por isso um parceiro incontornável para os europeus, apesar de nem todos concordarem.

É o caso de George Osborne:

“Para lidar com alguns dos grandes desafios que enfrenta a economia mundial, e alguns dos grandes desafios que as economias avançadas ocidentais enfrentam em termos de crescimento e criação de empregos, bem … a China é parte da resposta e não parte do problema. “

Em cerca de 10 anos, as trocas entre as duas potências triplicaram. As exportações da União Europeia para a China passaram de 26 mil milhões de euros para 82 mil milhões em 2009.
As importações passaram de 75 para 250 mil milhões. O défice comercial chegou a 170 mil milhões de euros em 2008.

Nos últimos anos, o forte desequilíbrio das trocas comerciais entre a União e a China tornou-se mais visível.
Mesmo se a China, depois do início da crise financeira, procurou reduzir esta margem, aumentando as importações dos 27. Mas o facto é que os produtos chineses encontram mais facilmente uma saída nos mercados europeus do que o inverso.

A Alemanha é o primeiro parceiro europeu da China com a fatia de 43 por cento das exportações da União para a China. Também detém o record das importações. A França, a Itália, o Reino Unido, estao atras, mas distanciados nas exportações.
A Holanda é o segundo maior importador de produtos chineses.

A China pretende reequilibrar o crescimento por um lado para se proteger e, por outro, para provocar mais procura a nível interno.
Nalguns sectores o crescimento é evidente como no automóvel: tornou-se o primeiro mercado mundial em 2009, com 37 milhões de veículos vendidos.
Mas apenas 33 em 1000 chineses têm carro.