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Eleições não alteram ordem política na Jordânia

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Eleições não alteram ordem política na Jordânia

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Como se esperava, os candidatos independentes e os candidatos tribais dominam o próximo parlamento da Jordânia.

Apesar de a câmara ter sido bastante renovada – 78 dos 120 deputados são novas caras e apenas 17 são membros de partidos políticos – a maioria continua a ser fiel ao governo do rei Abdullah II.

Para o ministro da Administração Interna é a prova de que o boicote da oposição não afectou o acto eleitoral:
“Temos 53% dos votos e esta é uma percentagem muito satisfatória para o governo”, afirmou.

A oposição tem outra leitura e acredita que os incidentes que ocorreram já um pouco por todo o país na sequência da eleição e que provocaram a morte de um jovem vão continuar.
“É um cenário muito dificil para os jordanos e temo que isto vá provocar reacções entre aqueles que pensam que assim não necessitam de eleições, que o governo pode gerir o país como quer e não há legislatura”, afirma o líder da Frente de Acção Islâmica.

Esta formação política e a Confraria dos Irmãos Muçulmanos boicotaram as legislativas em protesto contra a lei eleitoral aprovada em Maio e que manteve o sistema uninominal de uma só volta, que consideram ser desvantajoso para os partidos da oposição.

Esta eleição manteve, pois, o cenário político do país, com as mulheres a conseguirem uma pequena vitória, como nos refere o nosso correspondente em Amã:

“À excepção de uma mulher que conseguiu ser eleita fora do sistema de quotas, o resultado desta eleição legislativa não trouxe surpresas ao parlamento jordano, que continua a ser dominado pelos independentes e pelos candidatos tribais e, também, pela ausência de membros da oposição.