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Marrocos e Frente Polisário mantêm aberta porta do diálogo

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Marrocos e Frente Polisário mantêm aberta porta do diálogo

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Marrocos e a Frente Polisário voltam a reunir-se em Dezembro e em Janeiro do próximo ano.

Em Nova Iorque, as duas delegações decidiram prosseguir com as negociações sobre o futuro do Saara Ocidental, antiga colónia espanhola.

Isto numa altura em que Marrocos admite que o território se torne num reduto de terroristas.

O representante da Frente Polisário considera que “o terrorismo é uma ameaça global. Dissemos a Marrocos que estamos disponíveis para colaborar com as autoridades e com todas as potências interessadas em fazê-lo, mas Marrocos recusou.”

O ministro dos Negócios Estrangeiros marroquino refere que “não existe, apenas, uma ameaça à segurança. Evidentemente que ela existe e a comunidade internacional apela à cooperação entre os países da região. Mas não existe apenas um imperativo de segurança, existem também exigências económicas.”

Marrocos mantém de pé a oferta de uma autonomia limitada para o território que ocupa militarmente, mas o movimento Frente Polisário insiste na realização de um referendo, com a independência como opção.

O desmantelamento de um acampamento sarauí perto da capital, El Aiún, no início da semana ameaçou por termo às negociações.

Marrocos assegura que a situação já está controlada, mas activistas sarauís têm outra versão.