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Aung San Suu Kyi 

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Aung San Suu Kyi 

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Um rosto e um olhar conhecidos no mundo inteiro…uma vontade sem falhas… Aung San Suu Kyi, deu 20 anos de vida e de liberdade para defender uma ideia:
 
a convicção que a Birmânia, poderá desembaraçar-se do jugo da ditadura e que seu partido, a Liga Nacional pela Democracia um dia há-de governar o país, rebaptizado Mianmar pela Junta, em 1989.
 
A Nobel da Paz tem estado em prisão domiciliária durante 15 anos destes últimos 21,  pela resistência pacífica contra o regime.
 
Aung San Suu Kyi é filha do general Aung San, “Pai da Independência” que negociou com os britânicos, em 1947, e foi assassinado no mesmo ano. Suu Kyi tinha 2 anos de idade e a sua vida ficou condicionada pelo envolvimento dos pais na política.
 
Em 1988, depois de ter passado 20 anos no estrangeiro, nomeadamente no Reino Unido, (onde estudou e conheceu o marido) regressou ao país.
No mesmo ano começaram as manifestações pró-democráticas reprimidas pelo exército em todo o país.
 
Uma nova Junta Militar tomou o poder. Suu Kyi entrou na polítiva activa, co-fundou a LND, tornando-se secretária-geral para promover reformas políticas.
Foi detida, mas proposeram-lhe a libertação se deixasse o país. Ela recusou e, um ano mais tarde, ganhou as eleições, consentidas por causa das pressões das ruas.  
 
O regime anulou essas eleições e manteve Sunn Kyi em detenção. O escândalo internacional foi tão grande que lhe atribuiram o Prémio Nobel da Paz em 1991, mas a Junta nem assim cedeu. Em 1995, foi libertada mas, se fosse ao Reino Unido visitar a família, ficaria impedida de regressar.
 
Por isso escolheu ficar. Nunca mais viu os filhos nem o marido, que morreu de cancro em 1999.
 
Em 2002, foi presa outra vez, depois de uns confrontos que oposeram o seu partido e as forças da ordem. Depois,a  detenção prolongou-se de ano em ano.
  
No ano passado, uma carta enviada a dirigente da Junta, general Than Shwe, valeu-lhe ser recebida por um oficial do regime. Ela mostrou-se pronta para uma nova era de cooperação entre a junta e o movimento democrático. Mas uma cooperação e um diálogo são realmente possíveis? A questão da libertação leva a uma outra: até quando?
 

Dr Muang Zarni, cientista e dissidente exilado em Londres:  
“Enquanto Aung San Suu Kyi andar nas ruas das cidades birmanesas, há sempre a possibilidade
dela se encontrar numa situação em que possa mobilizar a opinião pública contra o regime. Isto é algo que não se pode separar dela.”
 
  
Ao longo desdes 20 anos de batalha, durante os quais sacrificou a vida pessoal, sem conseguir atingir os objectivos, recebeu vários prémios e o apoio internacional pela resistência e acção. Aos 65 anos, ainda não disse a última palavra.