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G20: Manifestantes querem prioridade para as pessoas

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G20: Manifestantes querem prioridade para as pessoas

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São milhares a manifestarem-se nas ruas de Seul contra o G20 – que acusam de quer dominar o mundo. Três mil pessoas, segundo a polícia – ou 10 mil, segundo os organizadores – desfilam pela capital da Coreia do Sul, em nome dos trabalhadores, esquecidos – dizem – pelos capitalistas e pelos dirigentes.

Tony Clarke, da ONG Our World Is Not For Sale (“O nosso mundo não está à venda”) diz que “o G20 não pode governar a economia mundial. Há mais 172 países que estão a ser deixados à margem. Essa é uma das nossas mensagens. A outra é que precisamos de uma liderança forte, porque estamos perante múltiplas crises.”

Com slogans como “Put people first”, os manifestantes exigem dos dirigentes que ponham as pessoas em primeiro lugar.

“Estou aqui para denunciar os capitalistas e os governos, que colocam a responsabilidade nos trabalhadores”, diz uma manifestante. Uma jovem justifica também o seu protesto: “Em tempos de crise, os políticos recuam nas políticas de baixas de impostos e de providência. E passam a responsabilidade para os trabalhadores. É por isso que estou aqui: para condenar o G20.”

Cerca de 50 mil polícias foram destacados, para manter os manifestantes afastados do local onde se reúnem os líderes mundiais.

As autoridades podem manter os manifestantes afastados do centro de congressos, mas isso não os impede de protestarem. Sindicatos e grupos antiglobalização dizem-se determinados a fazer ouvir as suas vozes, durante esta cimeira. Para tal, decidiram manifestar-se aqui, no centro de Seul, a cerca de 15 quilómetros do local onde se realiza a Cimeira.