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Governo britânico endurece lei do trabalho

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Governo britânico endurece lei do trabalho

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O governo do Reino Unido quer endurecer as regras para com os desempregados. O projecto de lei criado pelo ministro do Trabalho, Ian Duncan Smith, promete criar polémica.

Segundo este projecto, quem recusar uma oferta de trabalho fica privado durante três meses do subsídio de 65 libras (76 euros) semanais a que tem direito. A recusa de duas ofertas implica uma penalização de seis meses e, finalmente, quem recusar três ofertas não recebe subsídio durante três anos.

“Com este governo, não trabalhar, quando se pode trabalhar, deixou de ser uma opção. Por isso, estamos a prever sanções a quem se recusa jogar segundo as regras. Prevemos também actividades de trabalho direccionadas, para que as pessoas não percam o hábito de trabalhar”, disse o ministro.

A nova lei prevê que os desempregados de longa duração sejam obrigados a fazer trabalhos comunitários 30 horas por semana, durante quatro semanas, para não perderem o hábito de trabalhar.

Heather Howearth está desempregada, beneficia dos subsídios e não concorda com as medidas: “Percebo, quando dizem que as pessoas precisam de ganhar experiência para trabalhar, mas não acho bem tirarem os subsídios. As pessoas podem ficar em casa por muitas razões, não ter confiança para lutar. Não acho que pôr essas pessoas a limpar as ruas as vá ajudar a ganhar auto-confiança, ou o que quer que seja”.

A oposição trabalhista contesta estas medidas, uma vez que o governo quer incventivar a procura de trabalho, na mesma altura em que manda 600.000 funcionários públicos para o desemprego. Mas a direita insiste na eficácia da proposta: “As provas que temos de outros países, como o Canadá ou os Estados Unidos, dizem-nos que estes programas são eficazes. Alguns estados norte-americanos conseguiram reduzir o número de pessoas a receber subsídios em 90%, o que é um grande sucesso”, diz Neil O’Brian, director do “think tank” Policy Exchange.

Finalmente, o projecto visa também criar um subsídio universal, que vai substituir cerca de 30 diferentes pagamentos.