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A libertação de Aung San Suu Kyi está eminente

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A libertação de Aung San Suu Kyi está eminente

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Os rumores sobre o fim da detenção da carismática líder da oposição do Mianmar multiplicam-se. Citando várias fontes, os media e agências de notícias referem que a ordem de libertação da Prémio Nobel da Paz já foi sido assinada.

Aung San Suu Kyi esteve detida 15 dos últimos 21 anos. A última pena, de 18 meses em prisão domiciliária, termina este sábado.

Maung Zarner, dissidente birmanês, agora investigador para a London School of Economics, explica o cenário provável caso se verifique a libertação de Aung San Suu Kyi: “Não existe oposição formal, por isso a libertação dela vai representar uma oportunidade para reorganizar a oposição. No sentido do revitalizar da oposição, a libertação de Suu Kyi vai ser central.”

No Domingo o país viveu as primeiras eleições desde 1990, eleições de 1990 que foram anuladas pela Junta Militar após a vitoria de Aung San Suu Kyi. O escrutínio do passado domingo foi ganho pelo partido no poder, mas vários países consideraram as eleições uma farsa.

Resta saber se a Junta militar vai mesmo libertar a heroina da democracia num país em que Suu Kyi pode representar um risco para o poder instalado

De recordar que após o seu partido (a Liga Nacional para a Democracia) ter obtido a vitória nas eleições de 1990, Suu Kyi viu-se remetida a prisão domiciliária pela junta militar que governa o seu país. A Birmânia – denominada Myanmar.