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Cimeira de Seul centrou-se na política monetária


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Cimeira de Seul centrou-se na política monetária

Terminado o G20, os líderes regressam aos seus países, mas Seul não foi além de uma reformulação da unidade conseguida com o surgimento da crise.

A situação financeira da Irlanda e as taxas de câmbio dominaram as atenções. Os estados comprometem-se a evoluir para taxas cada vez mais determinadas pelos mercados, numa referência implicita ao yuan chinês, cujas flutuações continuam a ser enquandradas por Pequim.

“As economias mais avançadas precisam de continuar a trabalhar para preservar a estabilidade das suas moedas, as economias emergentes precisam de moedas que evoluam em função dos mercados. Isto foi algo de que falei ontem com o presidente Hu da China e vamos continuar atentos à apreciação da moeda chinesa. Todos precisamos de evitar acções que perpeutem desequilíbrios e dêm a alguns países vantagens sobre os outros”, disse Barack Obama.

Mas na memória dos chefes de Estado esteve a última decisão da Reserva Federal norte-americana
que, para muitos, não é mais do que uma tentativa de enfraquecer o dólar.

Para os países pobres o resultado da cimeira é mitigado:

“Estamos contentes com o resultado da cimeira de Seul porque falaram seriamente de pobreza e desenvolvimento. Mas estamos preocupados com a direcção que as coisas tomam, porque há muitas promessas mas não há planos concretos”, explica Anselmo lee, da Global Call to Action Against Poverty.

“Os líderes foram-se embora e só restam os reporteres que esperam o comunicado final. Como acontece muitas vezes com as cimeiras do G20, os líderes sairam optimistas, os grupos de acção estão satisfeitos com as promessas e os anfitriões acham que tudo correu como planeado. Claro, que os críticos têm uma opinião diferente”.
Na cimeira do G20 em Seul, Seamus Kearney, euronews.

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