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Itália: Aperta-se o cerco a Berlusconi

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Itália: Aperta-se o cerco a Berlusconi

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O primeiro-ministro italiano, Sílvio Berlusconi, sofre ataques em todas as frentes.

Os quatro ministros fieis ao presidente do parlamento, Gianfranco Fini, ameaçam demitir-se e fazer cair o governo, se o primeiro-ministro não se demitir até segunda-feira.

Por outro lado, a oposição de esquerda, liderada pelo Partido Democrata, apresentou no parlamento uma moção de censura ao governo:

“O baile político já dura há demasiado tempo e, entretanto, a nossa dívida pública cresce para níveis record. Depois do G20 Brelusconi tem que voltar a Itália, tem que apresentar-se perante o parlamento e demitir-se”, afirma Luigi Zanda.

O objectivo é o mesmo para todas as forças políticas: a saída de Silvio Berlusconi. O método é que varia. A esquerda quer novas eleições, a direita pondera encontrar uma solução de governo sem il cavallieri.

“Nós propusémos a Berlusconi um novo governo de mudança. Um governo mais forte, para fazer face aos problemas da governação e do país. Se a resposta é resisitir, resistir, resistir, então não haverá mudança, mas crise”, declara, Benedetto Delle Vedova.

Mas o Partido do Povo da Liberdade, que apoia o chefe do executivo, prepara-se para apresentar uma moção de confiança sob o argumento de que é preciso garantir a aprovação do Orçamento Geral do Estado, para o equilibrio das contas públicas.