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Recrudescimento da violência no Afeganistão em vésperas da cimeira da NATO

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Recrudescimento da violência no Afeganistão em vésperas da cimeira da NATO

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Camiões cisterna com combustível para as forças da NATO, no Afeganistão, voltaram a ser atacados este domingo.

Desta vez foi em Jalalabad, no leste do país, no mesmo dia em que as tropas da Aliança Atlântica perderam cinco militares.

Este sábado, os talibãs atacaram uma base das tropas estrangeiras junto ao principal aeroporto de Jalalabad, sem terem feito vítimas entre as forças afegãs ou internacionais. Do lado dos rebeldes, houve dez baixas, segundo a polícia.

Em poucas horas, outros ataques fizeram mais de 20 mortos. O dia de sábado marcou o nono aniversário da queda do regime talibã e os rebeldes mostraram que a violência não está de todo controlada.

Josef Blotz, porta-voz das tropas da NATO, diz que “o aumento da violência e dos combates em certas áreas – em especial no sul e no leste do Afeganistão – deve-se ao facto de haver um reforço de tropas para combater os talibãs nos próprios bastiões, por exemplo, junto à cidade de Kandahar.”

Apesar da presença de 150 mil tropas estrangeiras no país, 2010 é o ano mais mortífero para os militares desde a queda do regime talibã. Morreram mais de 640 soldados da NATO.

A ameaça sente-se nas ruas de Kandahar, no sul do país, constata a enviada especial da Euronews: “O mínimo movimento em Kandahar é extremamente vigiado. Estamos numa coluna militar que se dirige ao palácio do governador de Kandahar, uma província que é palco de combates frequentes entre as forças da coligação e os talibãs.”

Kandahar é sinónimo de violência tanto para os civis como para os militares. O Afeganistão vai estar no topo da agenda da cimeira da NATO em Lisboa, esta semana.