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França: novo governo, sem grandes novidades

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França: novo governo, sem grandes novidades

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É um novo governo, mas sem grandes novidades. A maior parte dos nomes transita do anterior executivo francês.

Ficam os pesos pesados do partido de Nicolas Sarkozy (UMP). Saem as principais figuras que personificaram a abertura do governo ao centro e à esquerda.

Jean-Louis Borloo chegou a ser visto como o sucessor do primeiro-ministro, mas acaba por deixar não apenas a pasta da Ecologia como o próprio governo.

Bernard Kouchner, antigo militante socialista, também sai e deixa de ser o rosto da diplomacia francesa.

De fora fica, ainda, Eric Woerth, o polémico ministro do Trabalho. Foi o arquitecto da tão contestada reforma do sistema de pensões e o seu nome ficou manchado pelo escândalo financeiro com a herdeira da L’Oréal.

Alain Juppé, primeiro-ministro durante a presidência de Jacques Chirac, regressa em grande ao governo, passando a número dois do executivo, e a deter a pasta da Defesa.

Christine Lagarde vai continuar ministra da Economia.

Michèle Alliot-Marie deixa a pasta da Justiça para passar a ser ministra dos Negócios Estrangeiros.

Brice Hortefeux conserva a pasta do Interior que acumula com a da Imigração.

A remodelação governamental acontece num momento em que a popularidade de Nicolas Sarkozy está em baixa e a apenas dezoito meses das próximas eleições presidenciais.