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Parceria estratégica entre a NATO e a UE

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Parceria estratégica entre a NATO e a UE

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A NATO atribui particular importância à parceria estratégica com a União Europeia. Para a organização uma política europeia de defesa forte torna mais justa e equilibrada a parceria de segurança transatlântica.

No entanto, na reunião de Outubro em Bruxelas, os Estados Unidos não esconderam os seus receios relativamente aos cortes que possam vir a ser feitos pelos Estados membros nas despesas com a defesa.

Esta é uma consequência dos avultados défices orçamentais registados por muitos países da União, como o Reino Unido que não exclui a possibilidade de ter que proceder a cortes no sector.

“Nós herdámos um orçamento da defesa com um excesso de compromissos. São mais de 38 mil milhões de libras que vamos ter que pagar nos próximos dez anos. Qualquer governo que se preze tem que fazer algo em relação a isto, mas vamos continuar a ser um país responsável e independente em termos de dissuasão nuclear, com agências de inteligência formidáveis e com forças armadas destacadas em todo o mundo”, explica o ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, William Hague.

O Reino Unido, mais importante orçamento militar europeu, não escapa à crise. A maioria dos países europeus decidiu anular ou atrasar programas de equipamento militar.

Este cenário inquieta a NATO, que fixou o objectivo de despesa militar por parte dos seus membros em 2% do PIB. O Reino Unido, a França e até a Grécia estão acima do objectivo. Mas países como a Alemanha, a Itália ou a Espanha estão abaixo dos 2%.

Em termos globais, as despesas militares dos membros europeus da NATO passaram de 228 mil milhões de euros em 2001 para 197 mil milhões em 2009.

Uma das soluções para enfrentar a crise é racionalizar as despesas ou partilhar os recursos militares entre países.

Foi pelo menos isto que acordaram França e Reino Unido, as duas potências militares europeias. Sem que isso interfira com a soberania nacional de cada um, os dois países vão partilhar as instalações de testes nucleares e os porta-aviões.

Com isto, Londres e Paris não vêem beliscado o estatuto de potência militar e utilizam recursos com um custo reduzido.

Mas a cooperação militar entre europeus é um tema extremamente complicado. Um dos melhores e mais recentes exemplos é o avião de transporte A400M. Os atrasos sucessivos e o não respeito pelo orçamento estipulado inicialmente quase que colaram de forma definitiva o aparelho militar ao solo.