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Remodelação do Governo francês condicionada pelas presidenciais

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Remodelação do Governo francês condicionada pelas presidenciais

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Nicolas Sarkozy manteve na chefia do Governo francês um primeiro-ministro que lhe ganha em popularidade.

O presidente preferiu não arriscar a ano e meio das presidenciais e Jean-Louis Borloo, apontado como o possível sucessor de Fillon, deixou o Governo.

Outro centrista, Hervé Morin foi substituído pelo ex-primeiro-ministro Alain Juppé, na pasta da Defesa.

O até agora ministro do Trabalho, Eric Woerth, envolvido no escândalo L’Oreal, também saiu do Executivo: “Eu paguei o preço da reforma das pensões. Ao mesmo tempo, penso que esta reforma era tão indispensável, que vai ser aceite pelos franceses”.

A reforma governamental reforça os poderes do primeiro-ministro. “Haverá forçosamente um reequilíbrio. Veremos, sem dúvida, François Fillon investir preferencialmente nos assuntos domésticos, que é normalmente a regra para um primeiro-ministro, e Nicolas Sarkozy investir plenamente no seu estatuto de presidente com a presidência francesa do G20”, explica o analista Gael Sliman.

Os centristas estão furiosos por terem sido afastados do governo e preparam-se para enfrentar Sarkozy nas presidenciais. O PS também já prepara terreno.

“Estamos a preparar um projecto de esquerda, mas nós sempre o dissemos: os democratas, os humanistas, todos aqueles que não aguentam esta asfixia democrática, as injustiças, que geram, por sua vez, violência… Todos esses serão bem-vindos para apoiar um projecto que se assemelhe muito mais à França e aos seus valores”, afirmou a líder socialista Martine Aubry.

O Libération deve publicar, esta terça-feira, uma sondagem em que Sarkozy continua com a reeleição ameaçada.