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Ajuda financeira: Bruxelas insiste, Dublin resiste

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Ajuda financeira: Bruxelas insiste, Dublin resiste

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A Irlanda continua relutante em aceitar a ajuda financeira que a União Europeia teima em oferecer-lhe.

Dublin aceitou discutir com a Comissão Europeia, com o FMI e com o Banco Central Europeu sobre um eventual plano de ajuda aos bancos irlandeses. Mas da discussão à aceitação vai um grande passo, que Dublin (ainda) não tomou. “O governo irlandês é livre de fazer ou não um pedido ao eurogrupo e à União Europeia. A decisão será do governo irlandês, não podemos obrigá-lo a pedir algo que a Irlanda não quer. Por isso, nos próximos dias, o governo irlandês deverá formar a sua opinião definitiva sobre o assunto”, explica Jean-Claude Juncker, presidente do eurogrupo.

O conselho está disposto a disponibilizar dinheiro para emprestar à Irlanda. Embora ainda não se saiba qual será o montante a disponibilizar para salvar o sistema bancário irlandês. Dublin resiste. Uma das suas principais preocupações é o sistema fiscal e receia que a União Europeia lhe peça para aumentar os impostos.

A Irlanda não quer, sobretudo, que Bruxelas lhe imponha condições – como foi o caso com o plano de salvamento da Grécia.

Se Brian Lenihan, o ministro irlandês das Finanças, aceitar a ajuda europeia, ela poderá chegar na próxima Primavera.

Desde a crise de 2008, Dublin já injectou milhares de milhões de euros nos bancos irlandeses – o que aumentou o défice público do outrora Tigre Celta, mas não serviu para salvar a banca.