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Renegociação das quotas de pesca do atum-rabilho

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Renegociação das quotas de pesca do atum-rabilho

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A pesca do atum-rabilho vai estar sob discussão, entre esta quarta-feira e 27 de Novembro, em Paris, no encontro anual da Comissão para a Conservação dos Tunídeos do Atlântico (ICCAT).

Quarenta e oito países tentam chegar a acordo sobre a quota para 2011 e negociar a possível limitação às actuais capturas.

Os ambientalistas defendem a suspensão ou a redução drástica da captura até que a espécie tenha tempo de recuperar da pesca intensiva.

“Globalmente, hoje em dia, persiste o problema dos excedentes de pesca e da actividade ilegal, do excesso de capacidade, demasiadas embarcações para um peixe tão pequeno e perto da extinção. Tem havido uma importante redução das quotas nos últimos anos mas infelizmente não é suficiente, e por isso é importante fazer mais por isto” defendeu François Chartier, activista da Greenpeace.

França, Itália e Espanha pescam a maioria do atum-rabilho consumido no mercado global. Os pescadores franceses são contra a redução das quotas, que do ano passado para este, caiu de quase 20 mil para as 13.500 toneladas permitidas.

“Se reduzirem a quota actual para seis mil toneladas por ano, entregamos a actividade à pesca ilegal”, disse Mourad kakoul, presidente da União dos Pescadores de Atum do Mediterrâneo.

O Japão é o principal consumidor mundial de atum-rabilho proveniente do Oceano Atlântico. Em Março, juntamente, com outros países asiáticos impediu o esforço das Nações Unidas para declarar a espécie como ameaçada. Uma atitude que teria proibido o comércio internacional de atum-rabilho, espécie vulgarmente utilizada em pratos de sushis.