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Achados arqueológicos na Grécia e Brasil

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Achados arqueológicos na Grécia e Brasil

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Eleutherna era uma cidade-estado muito influente, situada no centro de Creta.

Na parte mais antiga, tinha um cemitério da idade do ferro, avançada. Tempos homéricos.

A área está intacta, os monumentos subsistem, sem qualquer distúrbio.

É isso que a faz tão importante para os arqueólogos gregos.

“Debaixo deste monte estão as sepulturas, onde se faziam também as cremações, a céu aberto, e ocorriam todas as cerimónias fúnebres. Começámos as escavações em 2001 que se prolongaram até 2009. Descobrimos um monumento muito importante, com 80 séculos. Tem quatro mulheres sepultadas. Eram priestesses que usavam muitas jóias, símbolos hieráticos. Foram aqui os primeiros funerais da Creta daquele tempo.”.

Com o declínio da civilização grega, Creta foi conquistada pelos romanos e Eleutherna continuou a prosperar, até ser parcialmente destruída pelo grande terremoto de 365 AC.

Enquanto Manaus junta esforços para resistir a uma seca estranguladora, arqueólogos brasileiros estão entusiasmados com a descoberta de uma série de gravuras, em rochas, quase sempre submersas, pelas águas do Rio Negro.

“Nós precisamos de pensar esta formação de rocha inteira como um marco cultural para a análise, não apenas esta marcação, mas tudo isto no contexto, aqui na frente da reunião das águas, com uma grande quantidade de locais cerâmicos, com mais de 2.000 anos. Há um número de artigos relevantes dentro deste contexto e esta marcação é apenas um elemento dele. Nós precisamos de pensar não somente nas marcações culturais, mas também na paisagem”, diz um investigador da Universidade de S. Paulo.

A descoberta suscitou também o interesse dos especialistas, por uma controvérsia provocada pelas intenções de construção de uma ponte, na zona.