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Duzentos filmes no Festival de Gijon

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Duzentos filmes no Festival de Gijon

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Gigon tem um dos maiores festivais internacionais de cinema independente, de Espanha.

Este ano, são mais de 200 filmes que se podem ver até 27 de Novembro, nas Astúrias.

A concurso, apresentaram-se 17 obras.

O festival vai também prestar homenagem aos cineastas da Escola de Berlim e ao relaizador, Eugène Green, com diz o director, Jos Luis Cienfuegos:

“Este ano, em Gijon, propomos o melhor do cinema independente dos Estados Unidos. Podemos também testemunhar a boa saúde da indústria do cinema romeno. Falando sobre o cinema europeu, em geral, penso que há uma mudança, com a aproximação de cineastas que fazem o chamado cinema de autor aos outros géneros de cinema”.

“Blue Valentine”, do cineasta americano, Derek Cianfrance é um bom exemplo do cinema independente americano.

Ryan Gosling e Michelle Williams são os protagonistas de um filme emocionalmente explosivo, a crónica de uma relação sentimental.

Um casal contemporâneo, fazendo o mapa da sua evolução ao longo dos anos que atravessaram as suas vidas.

Um filme que estreia nos circuitos comerciais em Dezembro.

Dois filmes romenos aparecem na grelha da competição oficial.

“Aurora”, de Cristi Puiu, mantém a obsessão dos argumentistas e realizadores romenos. O tempo é o dispositivo narrativo principal.

Radu Muntean apresenta, em Gijon o seu novo “Terça-feira, Depois do Natal”.

Um filme que recupera a história de um homem que ama duas mulheres.

É casado com Adriana, com quem tem uma filha.

Mas Raluca é a mulher que lhe exige um esclarecimento e faz um ultimato. Tem que deixar uma delas, antes do Natal.

O filme já passou, este ano, pelo Festival de Cannes.

“O ano passado, o filme a quem foi concedido o prêmio do Júri Jovem e o prémio do melhor scipt, aqui em Gijon, era “ Welcome” da francesa Philippe Lioret. Ganhou também o prémio Lux do Parlamento Europeu. Por isso, tivemos a ideia de uma seção nova, chamada, “Europa, qual Europa?” para a qual seleccionamos, não apenas filmes europeus, mas também propomos um espaço de debate e assim podemos tratar de questões como a emigração e o diálogo norte-sul, etc.”

O drama búlgaro surge pela mão do cineasta Kamen Kalev.

É a história de dois irmãos psicologicamente alterados. Hristo é um artista dos circuitos alternativos que, à custa de metadona, se vai da lei da droga libertando.

Georgi é um estudante brilhante que, a certa altura, se deixa seduzir por um grupo neonazy

O momento nuclear do filme é um ataque étnico, feito pelo grupo de Georgi.

As vítimas são os membros de uma família turca de Istambul, de passagem por Sófia,a caminho da Alemanha.

No cartaz da seção Europa está também o filme “R” do dinamarquês, Michel Noer, co-dirigido por Tobias Lindholm.

Um drama clássico, um olhar antropológico pela vida de uma prisão dinamarquesa.

Um dos reclusos é “R”, inicial de Rune, sentenciado por violência.

Ele insiste em manter-se fora dos hábitos, da forma de vida de uma prisão.

É confrontado com a cultura da prisão, com a nova noção de honradez, com mistérios e segredos, com contratos e acordos entre reclusos

“Também consagramos uma seção especial, este ano, à realizadora britânica Kim Longinotto que documenta frequentemente, a vida das mulheres à volta do mundo. Faz um cinema directo, intransigente e necessário”, diz o director do festival.

Em “Pink Saris”, Longinotto segue o trajecto de Sampat Pal Devi, líder “do grupo cor-de-rosa,” que pretende repor a justiça nas ruas da cidade indiana de Uttar Pradesh, combatendo a violência contra as mulheres.

Mas Gijón é igualmente uma plataforma para o cinema experimental. Reynold Reynolds é uma refência pioneira do cinema experimentalista americano.

Usa um vocabulário visual de apreensão para explorar introduções da transformação, do consumo, e da deterioração. Uma seleção das suas obras que inclui a trilogia dos segredos estará também no festival.